quarta-feira, 7 de março de 2012

CAP. 06 - Once Upon a time

CHAPTER SIX

AH, como Melissa ficou radiante com a ideia de conhecer algo novo! Poções, feitiços! Usaria um chapéu pontudo? Poderia contar aos irmãos que seria diferente e teria como ajudar a casa para obter coisas novas que não precisariam de coisas de valor? Oliver ficaria orgulhoso, com certeza! Depois de ouvir do Mago que iria aprender tudo com ele, voltou a sua casa e não houve um dia como esse em que fez os deveres domésticos tão bem e com toda a alegria, isso até contagiou as irmãs que cantarolavam junto com Melissa as cantigas mais bonitas que a mãe havia lhes ensinado! Aquele jantar também foi muito proveitoso e eles riram e comeram como uma família feliz, sem precisar de muita coisa. Aquilo valeu a pena para a pequena camponesa e a fez perceber que nem sempre se precisa de muito para ter a felicidade, naquele mesmo dia, foi dormir como um anjo e acordou muito disposta para aprender.
Como combinado,esperou o velho Razar buscá-la para atravessarem a floresta juntos, quando chegaram ao casebre do Mago e ela tirou sua capa azul e deixou sua cesta no chão (ela havia feito uma bela colheita de frutas a caminho do casebre) foi até o canto onde havia muitos livros e o caldeirão cinza do sábio,ele, então,  fez sinal para que ela se aproximasse do caldeirão e ela contemplou o seu reflexo na água, então Razar bateu com sua bengala duas vezes na grande caldeira e o reflexo de Melissa começou a tomar várias outras formas, ela se viu com uma coroa na cabeça, se viu rindo com os irmãos, se viu ao lado de uma mulher muito bonita que lembrava um rosto familiar, tinha os cabelos longos, pretos, com franjas desfiadas, quem era aquela mulher tão familiar?
- Pequena sábia, o que vê em seu reflexo? - perguntou o velho
- Não sei quem é a moça, senhor Razar, tem cabelos negros, franjas desfiadas, é magra e muito bela, nunca a vi, mas seu semblante me é familiar... - A camponesa ainda contemplava o reflexo quando o mago deu outro toque no caldeirão e ela voltou a se ver novamente na água.
- Pois bem, agora vamos aprender! Sabe o que você viu agora?
- O futuro. - Ela respondeu como se sempre soubesse o que estava enxergando, porém só entendeu que era mesmo o futuro no momento em que o velho perguntou. - O futuro! Como fez isso?
- Está vendo isso? Não é uma bengala qualquer, pois deve ter percebido que consigo andar perfeitamente sem precisar dela, porém ela contém substâncias mágicas e objetos mágicos precisam ser disfarçados perfeitamente! Tem de ser algo que sempre fique com você e que não cause especulações, essa é a regra número um, - o velho deu uma risada ao dizer isso.
- Bem, - disse Melissa - Não uso bengala, pois sou muito jovem, que objeto mágico seria de discrição para mim, senhor Razar?
- Um anel. - Começou o Bruxo - Um anel com o material aparentemente mais frágil e com aparência mais simples!
- Será que podemos constituir um anel com folhas do outono?
Assim, Razar fez o anel de outono, que mais tarde se tornaria o objeto mais cobiçado de toda a região dos Alpes Escuros, com aquele Anel,Melissa aprendeu a manipular a terra, o ar, o fogo e a água além do quinto poder que Razar explicou ser a essência dos quatro elementos, que poderia manipular outras coisas que fugiam dos elementos básicos. Foram anos de treinamento e aprendizado e a pequena garotinha aos poucos se tornou adulta e cada vez mais forte, dedicada, controlada e muito discreta, seus novos conhecimentos ajudou muito sua família, dando um pouco mais de conforto e menos trabalho e como não poderia ser diferente, o resto da vila começou a perceber que algo estava errado pois todos trabalhavam da mesma forma, porém a família da camponesa tomou destaque por causa da felicidade que transmitiam,em meio a tanta miséria porque a família conseguia sorrir? Aquilo intrigava e invejava os outros moradores da vila. E a Bruxa, que tomou conhecimento de uma certa garotinha que estava fazendo algumas coisas fora do comum, aproveitou a oportunidade da inveja para apodrecer os corações dos invejosos e intrigados, a maldição lançada estava sendo quebrantada e a Bruxa sabia que culpa era da intrigante Melissa, aprendiz de Razar, seu grande inimigo, teve sorte todo esse tempo e sabia que não poderia mais fugir, mas primeiro acabaria com a vida da bonita e boazinha Melissa, precisava descobrir o segredo de sua áurea que transbordava felicidade e bondade.A Bruxa queria pobreza, miséria, ódio, pois era de onde ela se fortalecia, uma vez que havia uma casa com  pessoas felizes o seu poder estava em cheque. A Bruxa estava atrás da camponesa, a camponesa atrás da Bruxa e o mago na espreita esperando que a Malvada peste se revelasse para destruí-la de uma vez! As árvores não haviam tido efeito e quando a Bruxa quis entrar no casebre para olhar a questionadora da maldição seu poder de ilusão para o velho não foi tão forte quanto deveria, ela estava enfraquecendo e a inveja era um dos poderes mais malígnos e fortes que existem... vingança, poder, ódio, miséria, era esse mundo que a Bruxa gostava de viver na região dos Alpes Escuros.


Um comentário:

  1. Olá Tha Santos,
    Espero ansiosamente pelo capitulo sete!!
    Beijões

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